INTRODUCAO

  • INTRODUÇÃO


    (03577) Alto Tejo – Nascer do Sol em Poveda de la Sierra

    (05988) Pôr do Sol em Zaorejas

    O autor Mário Martin Guia, já na terceira tenra idade, tem desde a primeira uma fascinação enorme por água em todas as suas formas.

    Momentos houve em que a apreciava mais no estado sólido sob a forma de cubos de gelo mas, depois, deixou de beber whisky ou qualquer álcool nas suas formas concentrada ou diluída e, quanto à água, passou a dedicar-se quase exclusivamente, para além das do Luso e da banheira, à dos mares onde ainda mergulha, de preferência mais revoltos do que calmos.

    Com o passar dos anos, e pouco a pouco, começou também a apreciar a beleza mais calma dos rios, ribeiras e riachos que, tranquilamente ou de sobressalto em sobressalto, se abraçam e misturam no tempo e no espaço para, juntos e aliados à chuva, fazerem e serem parte vital dos Mares e dos Oceanos do nosso Planeta.

    SEM ÁGUA NÃO HÁ VIDA!

    Para o autor, a Água dos rios, ribeiras, ribeiros, riachos, açudes e fontes é Vida Viva, vida palpitante que corre, escorre, mergulha, evapora, gela, congela, degela, desaparece, regenera …
    … reaparece … e que … sobretudo … gera!

    (02039) Rio Douro quase a seguir à Nascente

    (02041) Rio Douro quase a seguir à Nascente

    A Água é Vida Amiga em perpétuo movimento que, suave, ou abruptamente de tormento em tormento, ao contrário do Homem, em si mesma se aconchega com uma naturalidade suave para gerar mares, nuvens, chuva, ribeiros, ribeiras, riachos, açudes, fontes, rios …

    … rios esses que o animal Homem amiudadamente interrompe com Obras de Arte de Engenharia construídas com materiais etéreos e ligeiros como sejam o Ferro e o Betão Armado, para satisfação egoística do seu comodismo ao qual, para disfarçar, alcunha de necessidades.

    (06483) Cartaz

    (04238) Engole o Tejo todo pelo lado esquerdo e dejeta-o pelo lado direito, Jusante

    (06470) Água acastanhada, Jusante, sem comentários

    Obviamente que os rios também servem como material de base para lavar roupa encardida, mais provavelmente suja, facto de que o autor, mesmo não sendo de Caneças, se aproveitará, como mais adiante o Leitor terá a ocasião de constatar.

    Constatará também o estilo leve, já para não dizer brejeiro ou satírico, que o autor por vezes adota.

    Acontece que é frequente considerar-se que as coisas sérias só podem ser tratadas com uma cara muito séria e que, corolário importantíssimo, quem nos fala com uma cara séria, é sério. Mais sério ainda se a cara for muito, muito séria, sem o vislumbre de um sorriso.

    Mentira.

    A fórmula do rosto tão austero quanto eu for capaz pouco tem resultado na Pátria do autor, onde tem sido amplamente utilizada com resultados mais do que negativos, mesmo abaixo do zero absoluto, ou seja para valores inferiores a -273,15 C ou -459,67 F graus, facto que amplamente se comprova ao atentarmos no estado brilhante da sua economia.

    Nela, Pátria, é também hábito igualar rigor a cara a transudar austeridade, se possível com barba, gravata, colarinhos engomados e nem sequer a sombra de um sorriso.

    Da mesma forma quando, junto ao povo, alguém quer dar uma de democrata popular lá vão a gravata e a restante paranefrália para o cesto dos papéis, sendo de bom-tom colos à vista bem descamisados (Descamisados, movimento que na Argentina levou Peron ao poder).

    Queira o Leitor fixar-se numa figura pública e seguir as suas intervenções atentando à sua estratégia da gravata e constatará, na prática, o que lhe dizemos.

    Porque será que as pessoas não se conservam fiéis a si próprias e se mostram como realmente são?

    Ainda existem felizmente algumas figuras públicas que se mostram sempre como realmente são e que não trajam sistematicamente conforme a clientela que visitam, a fingirem que são como ela.

    São os corredores de longo curso, altamente recicláveis, por oposição aos corredores de 100 metros que correm tão de pressa que rapidamente se estoiram e que, obviamente, não ficam para a história. Infelizmente também há corredores de fundo que se mantêm nas corridas graças ao recurso à mentira sistemática.

    Submete o autor que boa disposição e rigor são coisas compatíveis e, em paralelo, avança com mais três noções: (1) quem atualmente mais prega austeridade fá-lo para utilização alheia e não para consumo próprio, havendo portanto que se estar com um pé atrás, senão com os dois; (2) que, recusando imediata e liminarmente o apelo às armas, se as coisas não vão pelos processos até agora utilizados, não faz mal e nada há a perder com a utilização de um outro: o da boa disposição e (3) que o mundo é feito do somatório de pequenas coisas e é delas que os comuns mortais não devem abdicar de tratar. Que as grandes coisas fiquem para serem tratadas pelos Eleitos; quanto a nós, comuns mortais, que não desistamos e façamos por melhorar o Sistema Ecológico que nos cerca dando prioridade ao bicho homem mais desfavorecido.

    Se o Leitor melhorar, mesmo que seja muito pouco, a vida de alguém que conhece e que está em desgraça, cumpriu a sua parte, nem que o faça só com sorriso. Mesmo enterrado em plena desolação, preocupe-se com os outros.

    Nós, é pela esperança, pela boa disposição que vamos.

    Sendo o autor vagamente poeta, a seu respeito e da sua poesia, dita aquátil, escreveu ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA que, além de grande Poeta foi, certamente, um dos maiores especialistas em Poesia portuguesa:

    porque ele (livro Rocha Castanha das Algas e das Lapas – Martin Guia – Hugin Editores – 2005) nos aponta um conjunto de poemas de sugestão líquida, constantemente voltados ao mar, ao rio, penetrados de água …

    Referia-se, entre outros, aos dois poemas que passamos a transcrever:

    A Ribeira namorou o Riacho

    A ribeira namorou o riacho,
    casaram, amaram
    e desse amor sadio
    em tom de sinfonia
    nasceu o rio,
    água límpida,
    sonata de Brahams
    que na cachoeira
    a Chopin passava …
    … cantava, dançava …
    e voltava a ser Brahams.
    Depois veio o Homem
    reger a orquestra …
    … inspirou-se em hidráulica,
    polui-se em metálica,
    musicou a barragem
    e compôs a estiagem.
    A música fugiu,
    foi canto de sereia,
    o rio partiu
    e saiu do caminho,
    transformou-se em areia
    e eu fiquei sozinho!

    Cachoeira

    Na serra …
    … a cicatriz da pedreira,
    o anúncio a Coca-Cola,
    o cheiro da lixeira …
    … e uma cachoeira
    de água cristalina
    que lhe lê a sina
    no saltar das rochas
    que murmuram paz,
    água prateada
    que em oiro se desfaz
    e no seu desfazer rega a urze
    que emoldura a giesta
    que namora a acácia
    e beija a mimosa
    que é prima da rosa
    e ama o alecrim …
    e é a festa, a festa da cor,
    a festa sem fim!
    Mas veio a explosão da pedreira
    que nivela e abala …
    a cor ficou dor,
    a cachoeira sem fala,
    a urze murchou,
    a ave abalou,
    a giesta morreu,
    a pedra sofreu.
    Ficaram:
    a cicatriz da pedreira,
    o anúncio a Coca-Cola
    e o cheiro a lixeira!

    E foi com estes dois poemas do autor que Couto Viana teve em mente, que começámos esta mini-odisseia onde vos mostraremos as pontes, barragens, presas, represas, açudes, saltos e centrais elétricas dos rios portugueses que nascem em Espanha e desaguam em Portugal, desde as suas nascentes até à Foz, mais concretamente dos Cávado, Douro, Guadiana, Lima, Minho, Tâmega e Tejo.

    Damos-vos também como bónus o Rio Cávado que, dizem alguns e versão incorreta, nascendo em Portugal na Serra de Larouco, entra em Espanha junto a Baltar, reentrando em Portugal ao pé de Padornelos, Montalegre para ir depois desaguar no Oceano Atlântico em Esposende.

    (03163) Serra Larouco – Cume

    (03162) Serra de Larouco – Vista

    (05463) Serra de Larouco – Nascente

    Todas as fotografias incluídas neste Site são de autoria de Mário Martin Guia e mostram os “obstáculos” que se atravessam nos rios, segundo o critério seguinte: (1) fotografia do obstáculo, (2) fotografia tirada do obstáculo para Montante e (3) fotografia tirada do obstáculo para Jusante.

    O intuito é o de transmitir ao Leitor, Nauta, Telenauta, Cibernauta ou aquilo que se considerar, uma ideia aproximada da forma como os rios se alargam, estreitam, amam, dilatam, aparecem, desaparecem, tranquilizam ou, quando enraivecidos, se despenham tumultuosamente.

    Não se trata de uma aproximação exaustiva, tão pouco científica ou detalhada.

    Erros existirão que serão corrigidos sempre que detetados.

    Pedimos-lhe desde já desculpa se tal acontecer, rogando que nos informe de erros que encontre para podermos proceder à sua retificação.

    É também nossa preocupação não carregar o Site com demasiada informação. É, no entanto, muito provável que em cada nova visita encontre mais dados e detalhes que lhe interessem.

    Não se assuste, por favor, com a quantidade de fotografias em que verá o autor fazer sadicamente passar um rio, na sua Nascente, por baixo das pernas. Só reaparecerá numa fotografia à chegada à Foz de cada rio quando ele, autor, já se metamorfoseou em micro-coisa, dimensão da porcaria de mosca, inserta na imensidão da moldura da paisagem de um rio a abraçar o seu mar.

    Fica também desde já convencionado que quando mencionarmos a palavra Leitor queremos dizer Leitor, Nauta, Telenauta, ou aquilo que se considerar.

    FOTOGRAFIAS DO AUTOR SOBRE RIOS


    (05459) Rio Cávado – Serra do Larouco

    (00055) Rio Douro – Duruelo de la Sierra

    (04691) Rio Guadiana – Ojos del Guadiana

    (02989) Rio Lima – Monte Tamariño

    (03019) Rio Minho – Pedregal de Irimia, Meira

    (03001) Rio Minho – Fonmiña ( A Pastoriza )

    (30565) Rio Tâmega – Sierra de San Mamed

    (05551) Rio Tejo – Fuente Garcia ( Frías de Albarracín )

    (05585) Rio Tejo – Nascente Artificial Monumento ( Frías de Albarracín )

    (02496) Rio Tejo – Descida para a Veja del Tajo ( Frías de Albarracín )


    MODO DE UTILIZAÇÃO DO SITE E COMENTÁRIOS GENÉRICOS SOBRE OS RIOS EM OBSERVAÇÃO


    REGRA PRINCIPAL: Clique sobre qualquer palavra em cor diferente da do texto e terá acesso a informação complementar sobre a mesma.

    Informamos, uma vez mais, que se considera “obstáculo” tudo o que possa perturbar o fluir e/ou a paisagem natural de um rio, por exemplo, pontes, barragens, represas, presas, açudes, centrais elétricas, fábricas ou outros elementos arquitetónicos que os engenheiros glorificam apelidando-as de Obras de Arte, como por exemplo:

    (06852) Central de Castrejón el Carpio com nevoeiro

    (06853) Central de Castrejón el Carpio com nevoeiro

    As fotografias respeitantes a cada obstáculo serão apresentadas separadamente por rio (Cávado, Douro, Guadiana, Lima, Minho, Tâmega e Tejo) devidamente sequenciadas desde a origem ou Nascente até local onde desagua no Oceano Atlântico.

    Em relação a cada obstáculo são apresentadas (1) a sua fotografia, (2) a da vista que dele se desfruta para Montante e (3) a da vista que dele se tem para Jusante, exceto nalguns casos, poucos, em que a inacessibilidade do obstáculo sob observação tal não permitiu.

    Deste modo e encontrando-se as fotografias ordenadas da Nascente para a Foz, será relativamente fácil para o Leitor visualizar como cada rio “principalmente por causas humanas” quase desaparece, aparece, aumenta transformando-se numa espécie de lago ou mar interior, para voltar a estreitar a seguir à Barragem e ir gradualmente alargando até à próxima Torneira manuseada pelo Homem.

    Serão dados, também, itinerários possíveis para aceder aos diversos obstáculos, assim como a indicação da estrada que serve o “obstáculo” e as localidades que mais dele se aproximam e que o ladeiam.

    Se o Leitor clicar no nome de uma Localidade inscrita nos textos com colorido diferente obterá Informação Complementar sobre a mesma, por exemplo, características específicas, história, onde pernoitar, onde comer, gastronomia típica, monumentos, clima, feiras, etc.

    E porque não? Se encontrar e clicar numa Cana de Pesca obterá informação sobre a Pesca Local e se o fizer numa Espingarda sobre a Caça Local.

    Todos estes campos de informação estarão em permanente aperfeiçoamento.

    Uma ou outra vez aparecerão Poemas Incompletos. Para completá-los bastará clicar em cima do seu título e o poema completo aparecer-lhe-á no Site: www.martinguia.com.

    Neste último Site encontrará também, além de Poemas de excelentes Poetas Portugueses pouco divulgados, (1) versões integrais dos originais de todos os Livros de Poesia de autoria de Martin Guia (Pedra Angular, Pedro que és Pedra, Sátira Lusitana, Rocha Castanha das Algas e Lapas, Fios Invisíveis em Canteiros de Pedra, As Pedras do Vau e Antas, Menires e Druidas-Poemas de A a Z); (2) Foto-Poemas de Martin Guia (fotos por ele tiradas e poemas que estas lhe inspiraram); (3) Aforismos de Martin Guia; e (4) Poemas Declamados de autoria de Martin Guia ditos pela saudosa Hermínia Tojal, José Fanha, Elis, Daniel Ribeiro, Eunice Santos e Cármen Filomena.

    Incluído nesta série de Poemas Declamados encontra-se o Poema Atocha dito por José Fanha.



    EXERCÍCIO PRÁTICO

    Experimente clicar no título do seguinte Poema incompleto e encontrá-lo-á automaticamente transcrito na íntegra no Site www.martinguia.com.

    Água, meu caminho

    Quando sozinho,
    envolto em dor e mágoa,
    procuro o meu caminho
    imagino que sou água.
    Cavo desfiladeiros,
    separo montanhas,
    divido-me em ribeiros …
    … infiltro-me, contorno,
    alargo-me e estreito-me
    em barragens,
    condenso-me, evaporo,
    sou fruto de miragens,
    alio-me ao vento
    e faço-me erosão,
    despenho-me em tormento
    e passo a ser paixão …
    e sei que vou chegar
    porque sei que sou o mar!

    (Rocha Castanha das Algas e Lapas, Martin Guia, Hugin Editores, 2005)


    RIOS IBÉRICOS INTERNACIONAIS – MÁRIO MARTIN GUIA


    Começamos por tratar em conjunto os Rios Cávado, Douro, Guadiana, Lima, Minho, Tâmega e Tejo, cujas fotografias lhe mostraremos mais tarde, ordenadas geograficamente, obstáculo a obstáculo, da Nascente para a Foz.

    Seguir-se-ão os Rios Portugueses que desaguam no Oceano Atlântico que já se encontram sob observação e que, provavelmente, começarão a ser divulgados em paralelo aos Rios Ibéricos Internacionais – Mário Martin Guia, dentro de algum tempo.

    (00002) Mondeguinho (Nascente do Mondego)

    (00001) Mondeguinho (Nascente do Mondego)


    Os Rios são seres misteriosos e ingénuos de que o Homem se quer apropriar para seu proveito, orgulho ou gozo próprios.

    Obviamente que todos os Rios são limpos, transparentes, límpidos … e que somos nós, bicho Homem, que os avilta e conspurca.

    Os Rios têm alma própria: uns são mais leais, mais definidos, mais arrojados; outros mais tímidos, ou mais sorrateiros, estes últimos, muitas vezes, e a exemplo do bicho Homem, com entradas de sendeiro e saídas de leão, mas mais usualmente com entradas de leão e saídas de sendeiro.

    Tejo!

    (05423) Foz do Tejo, Ponte 25 de Abril, Lisboa (Centro), Lisboa (Ribeirinha)

    A alma do nosso Tejo é diferente da do Douro, a do Douro da do Lima. a do Lima da do Guadiana

    Veja-se este último, o Guadiana, que em relação aos outros rios nasce baixo, mantendo no seu percurso a tendência para espraiar-se e continuar baixo.

    É a mão do homem que lhe aumenta as proporções mais visíveis e que, por exemplo, a partir dos Zampullones (massas de pedra donde escorre água), do Rio Pinilla também conhecido como Guadiana Velho e da Laguna Blanca ajuda a criar as Lagunas de Ruidera cujo complexo culmina a Jusante com o Embalse e Presa de Peñarroya, na qual quando há excesso de água, esta lhe passa por cima como se fosse uma banheira a transbordar …

    (04623) Barragem de Peñarroya

    … ou, em Portugal, a Barragem do Alqueva cuja albufeira tem tais dimensões que, a exemplo do que fizeram em Espanha com o Rio Tejo e o seu Mar de Castilla

    (03556) Mar de Castilla

    mais valeria chamar-lhe MAR DO ALENTEJO.

    (02727) Pôr do Sol no Mar do Alentejo

    Pugnaremos neste Site para que a Albufeira do Alqueva passe a designar-se por MAR DO ALENTEJO.

    Voltemos ao Rio Guadiana.

    Ninguém sabe bem onde ele nasce!

    Se há quem diga que é na zona das Lagunas de Ruidera, Zampullones e Rio Pinilla, há também quem afirme que é a partir da Confluência dos Rios Cigüela e Záncara a que se juntaria o Canal do Guadiana, que os de Ruidera dizem ser rio e que os das outras localidades que disputam a Nascente do Guadiana dizem ser só um Canal.

    A versão mais académica é a de que o Guadiana nasce nos Ojos del Guadiana ao pé de Villarrubia de los Ojos, o pior é que há mais de trinta anos os “Ojos” não brotam água, localizando-se num terreno que o cidadão Manuel Martin Chacón de quem falaremos detalhadamente mais tarde, considera ser muito bom para semear batatas.

    (04689) Ojo del Guadiana – Seco há trinta anos

    Em boa verdade, a água do Guadiana aparece conforme o tempo vai de chuva, umas vezes mais adiante outras vezes mais atrás, desaparecendo quando bem entende ou lhe dá na gana.

    Onde começa a ter realmente alguma consistência visível para o comum mortal como eu é nas imediações da Zona (linda) do Parque Natural de Las Tablas de Daimiel (La Duquesa).

    Nas conversas que fui tendo com Anciãos Locais, obviamente mais para o lado do velho do que para o do novo, e com o Ayuntamiento de Villarrubia de los Ojos, conversas que pomposamente passarei a denominar de Pesquisas, cheguei à conclusão (porque todos sem exceção para ele me encaminharam), que quem mais sabe localmente dos Ojos del Guadiana é o cidadão espanhol Manuel Martin Chacón “LELE” casado com uma portuguesa, com dois filhos (a filha mais velha tão inteligente como o pai e falando bom português).

    (04712) Posto de venda da Finca del Guadiana e Família Lelé

    Foi ela, a pedido do pai, a minha cicerone nos Ojos (secos) del Guadiana e seu batatal.

    (04687) Batatal da Finca de los Ojos del Guadiana e cicerone

    Manuel Martin Chacón “LELE”, além de excelente pessoa, é um homem inteligentíssimo com um conhecimento enciclopédico dos rios da Península Ibérica. Trabalhou nas Lagunas de Ruidera, cultiva os seus próprios produtos agrícolas que vende diretamente ao consumidor num Telheiro junto ao cruzamento da estrada CR 2012 com a estrada N 420, onde se localizam os Ojos del Guadiana.

    Quando me encontrei com ele pela primeira vez disse-lhe que estaria preparado para remunerar o trabalho que tivesse como meu cicerone nos Ojos del Guadiana.

    Quis que almoçasse com ele e com a família (não o fiz por falta de tempo), não aceitou qualquer remuneração e ainda por cima ofereceu-me um dos seus magníficos melões, devidamente rotulado na altura da entrega com a sua Trade Mark e cujas sementes guardo ciosamente num frasco para posterior sementeira na minha terra natal.

    (07597) Trade Mark

    Resumindo:

    Estando os Ojos del Guadiana secos e parcialmente transformados em batatal, subsiste o mistério do local exato em que o Guadiana nasce, mistério que se adensa com o facto de, em paralelo, existirem ainda como candidatos, além dos Rios Cigüela e Zâncara, o Canal do Guadiana, as Lagunas de Ruidera com especial destaque para a Laguna Blanca, o rio Pinilla ou Guadiana Velho, os Zampullones, sem já falar da atuação do Embalse de Peñarroya acusado, por alguns de alterar o curso do soit disant Rio Guadiana

    … tudo isto somado ao facto do Rio Guadiana, nas suas origens, aparecer ou desaparecer conforme as chuvas e lhe dá na gana.

    Para aguçar o apetite do Leitor e à guisa de resumo-sabatina, mostramos-lhe agora uma sequência de fotografias relacionadas com o nosso relato.

    (04575) Rio Pinilla

    (04581) Zampullones

    (04601) Laguna Blanca

    (03620) Laguna do complexo de Ruidera

    (04644) Rio Záncara

    (04665) Rio Cigüela

    (04621) Barragem de Peñarroya

    Permitam-me que lhe chame a atenção para mais duas perfídias do Rio Guadiana!

    A primeira que, dada a forma tortuosa e duvidosa como nasce, não me permitiu fazê-lo passar, na sua Nascente, por debaixo das minhas pernas, a exemplo do que fiz com os restantes Rios Ibéricos Internacionais, Cávado, Douro, Guadiana, Lima, Minho, Tâmega e Tejo conforme amostras que mais adiante lhe apresentarei.

    A segunda que, depois de pelo menos três décadas de seca, voltou a aparecer água, em 2013, nos Ojos del Guadiana e aquilo que até então se apresentava

    (04710) Ojo del Guadiana antes de 2013

    passou a um verdejante

    (10494) Ojo del Guadiana em 2013


    Antes, porém, permitam-me que vos diga haver quem localize a Nascente do Rio Minho em Pedregal de Irimia, a norte de Lugo, no Concelho de Meira e quem a considere em Fonmiña, Concelho de A Pastoriza;

    que a Nascente do Rio Lima era considerada na Laguna de Antela e que após ela ter sido drenada e seca nos anos cinquenta é atualmente localizável no Monte Tamariño, Sierra de San Mamed;

    e que o Rio Tejo tem uma Nascente por assim dizer Turística assinalada com um Monumento e nasce, na realidade, no outro lado, lado Sul, da estrada A1704 junto a Casas de Garcia.

    Abençoados Rios Douro e Cávado que sabem exatamente onde nascem, em locais bem definidos das Serra de Urbión e Serra de Larouco, respetivamente.

    Como todo o bom português que se preza o autor acredita que desde Bacalhau Cozido a Revoluções, somos todos especialistas em Processos Originais pelo que julgo ser o único ser vivo que, com uma certa originalidade, já cavalgou os cinco rios portugueses internacionais que se deixam montar: Cávado, Douro, Lima, Minho, Tâmega e Tejo.

    Para o Guadiana, como já disse, não teve, nem tem pernas.

    Sendo o prometido, devido, passamos a ilustrar as afirmações anteriores, insistindo que, nos próximos tempos, não vos maçaremos mais com fotografias em que o autor esteja a modelar ou a servir de marcador.

    Só voltarão a visualizá-lo muito mais tarde, no fim da viagem, quando cada Rio atinge a sua Foz, no intuito bem definido de que o Leitor se aperceba do contraste entre os fios de água das nascentes e a imensidão dos Rios quando passam a ser Mar.

    (03275) Foz do Rio Minho

    Ver-me-ão, então, de barco ou mesmo mergulhado na água, a exemplo do que fizeram figuras tão nobres e dignas como Mao-Tse-Tsung no Rio Yangtse e Marcelo Rebelo de Sousa no Rio Tejo para demonstrarem publica e respetivamente, o estado jovem da sua saúde e o interesse pela Res Publica Olissipiana e Despoluição Fluvial do Cais de Sodré.

    Insistimos em informar que em relação aos Rios Ibéricos Internacionais – Mário Martin Guia, mostrar-vos-emos, rio a rio, as pontes e obras de engenharia, saltos e sobressaltos que se permitem interromper os seus caudais naturais.

    É uma informação muito mais humana do que científica. Muita dela foi recolhida dos “velhos mais velhos” que ainda existem nos Pueblos e nas Aldeias junto aos rios e às suas nascentes.

    Dentro de poucos anos esse Saber irá desaparecer por não ter sido registado e por óbvia desistência etária dos participantes que, ao partirem para uma vida melhor, deixam de ter idade.

    Seremos tanto quanto possível sistemáticos, mas sem preocupações excessivas de rigor, será por assim dizer como um arrolar sistematizado de situações para melhor investigação posterior.

    Meu caro Leitor:

    Se iniciar uma viagem aos nossos rios NÃO LEVE GPS.

    As viagens ficam demasiadamente automatizadas, monótonas, sem graça, perdendo o sabor a aventura.

    Pessoalmente não suporto a voz de uma fulana que utiliza um português macarrónico (diria brasileiróbulgaro) a interromper o silêncio e a beleza das paisagens com um: a cem metros vira para esquerda, a quinhentos metros passa por debaixo da Ponte … e, sobretudo e sempre por minha culpa: na próxima rotunda a 300 metros volta para trás

    Faça como o autor que se perdeu diversas vezes no Alto Tejo e não só, e que andou umas boas horas para encontrar uma saída, diria melhor, para encontrar uma estrada asfaltada; que enterrou o carro nas areias de Villanueva de la Serena e esteve duas horas à espera que aparecesse um anjo salvador sob a forma terrena de Guarda Ecológico, que por walky-talk, convocou outros três Anjos, tendo esta Guarda Celestial conseguido tirar-lhe o carro da areia para, posteriormente, ele poder prosseguir a sua rota de descobertas já por terceiros há muito descobertas … e voltar a enterrar o carro na areia.

    (04983) D. José Luiz Gutierrez Hortar e restante Guarda Celestial com Mitsubishi Colt Todo-O-Terreno

    Todas estas voltas e reviravoltas foram feitas sob uma prece permanente à Divindade para que se não lhe furasse um pneu que, aliás, não saberia reparar, dadas as atuais práticas dos Fabricantes de Automóveis Económicos Compactados (MONOVOLUMES), que não equipam os carros com pneus sobressalentes, fornecendo-nos só uma gerigonça elétrica e uma cola que a si mesmo automaticamente se seca e transforma em pedra em relativo pouco tempo. Esta técnica de ponta só serve para reparar furos meninos. Para furos adolescentes, adultos ou rasgões … nada, só restando ao condutor apeado as soluções do telemóvel ou do calcantibus para obter um Pronto-Socorro.

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    NOTA


    Este Site está preparado para receber as suas reclamações, sugestões, informações complementares, palpites, etc.

    Tentaremos responder-lhe sempre que possível.

    Poderemos melhorar o Site com o auxílio dos seus comentários e fá-lo-emos mencionando ou não a sua colaboração segundo as suas instruções.

    Se se interessar por Poesia, ou dedicar-se a fazê-la, poderemos publicar um trabalho seu, não muito extenso, no Site www.martinguia.com ao qual estamos ligados.

    Existiam antigamente em Portugal uns senhores com a designação de Guarda Rios que paciente, digna e diligentemente iam limpando as margens das nossas ribeiras e dos nossos rios evitando inundações desnecessárias, impedindo pescas ilegais e atuando junto dos prevaricadores que poluíam os nossos cursos de água através de coimas, ou pelo simples conhecimento que os prevaricadores potenciais tinham da possibilidade de serem apanhados com a boca na botija por alguém que, em princípio, andaria por perto, ou, ainda, vigiando mais nos locais mais passíveis de prevaricação evitando que a mesma ocorresse …

    … a exemplo do que fazem as Autoridades do Trânsito que atuam preventivamente, posicionando-se imediatamente antes das zonas com mais probabilidades de acidente para que os automobilistas, ao avistarem-nas, aumentarem instintivamente as suas precauções … e não como outras, que adotam uma estratégia de Caça à Multa e se colocam nos outros lados das curvas ou dos sinais de prioridade de passagem (nas retas quase que agachadas atrás de uma moita), para passarem muitas multas e quebrarem a relativa monotonia das suas vidas com os espetáculos resultantes de Chamadas para o 112 ou, se o acidentado não estiver no seu dia de sorte, para os especialistas em carretas funerárias.

    (03870) Barragem do Alqueva

    A propósito de Autoridades de Trânsito devo reconhecer a forma impecável como a GNR do Alentejo, nomeadamente dos Postos de Mértola, Elvas, Portel, Moura, Mourão, Serpa e Amieira me atendeu quando quis acompanhar o percurso do Rio Guadiana e a eles me dirigi.

    Tínhamos dúvidas quanto à nomenclatura correta de algumas estradas, uma vez que as decisões tomadas sobre a classificação das estradas não são, por vezes, imediatamente traduzidas para os marcos existentes no terreno, sobretudo, quando se trata da mudança de Estrada Nacional para Estrada Municipal.

    A maneira eficiente e atenciosa como os Postos da GNR do Alentejo me ajudaram e procuraram respostas para as minhas perguntas levam-me a assinalar aqui tal facto e, também, a congratular o seu Comando pela homogeneidade da formação excelente dos seus Quadros.

    Faço-o por vivermos infelizmente num País em que nos permitimos criticar sistematicamente o que achamos estar mal e nos esquecemos, olimpicamente, de mencionar o que está bem.

    (03353) Barragem de Miranda do Douro

    Infelizmente, em relação a situações com a GNR, não poderemos dizer o mesmo do que toca a uma parcela do Norte do nosso País, mas essa história fica guardada para mais tarde, quando vos apresentarmos o Rio Douro e a sua Miranda.

    Depois desta viagem ao mundo das Autoridades do Trânsito regressemos ao tema dos Guarda Rios:

    Um ministro, secretário de estado ou governo economicista e muito inteligente, decidiu acabar com esta função que, além de proteger os nossos rios, dava trabalho às Gentes do Interior, e tê-lo-á feito, talvez, por preferir economizar nas suas despesas diretas e aumentar o número de desempregados sem qualquer função útil, que pedem esmola, ainda vivem em casa dos pais, e que, sobretudo, vão sobrevivendo à base dos Subsídios de Desemprego pagos pela Nação, ou seja por si e por mim.

    Propomos-lhe, portanto, que enquanto não voltamos a ter Guarda Rios mesmo que o sejam só a Recibo Verde, que o Leitor se auto-nomine Guarda Rios, e sobretudo, que promova os seus filhos a Guarda Rios Honorários, informando-nos de toda ou qualquer situação de que se apercebam que esteja a emporcalhar ou emporcalhe a água antigamente límpida e pura dos nossos riachos, ribeiras e rios.

    A sua informação será passada simultaneamente para o Ministério do Ambiente e para a Quercus na esperança de que alguém fará algo sobre a matéria, mas provavelmente e mesmo assim, neste nosso adormecido e indulgente País …

    Também poderá fazê-lo diretamente para o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional: relacoes.publicas@sg.maot.gov.pt, e-mail cuja designação altamente simplificada e fácil de memorizar dá imediatamente uma ideia da capacidade de síntese e de quem a inventou, assim como do seu interesse em criar um fácil e rápido acesso do cidadão pagador ao Ministério.

    E lembrarmo-nos nós de tudo o que Einstein conseguiu representar na sua expressão E=M.C2 sendo E a energia, M a massa e C ao quadrado a velocidade!

    Tendo este Ministério, tão interessado pelo Ambiente, obtido uma redução de custos apreciáveis, que teve o cuidado de devidamente quantificar, com a decisão, que incondicionalmente apoiamos, de autorizar os seus funcionários a não usarem gravata nos meses de Verão, permitimo-nos sugerir aos seus responsáveis a redução da dimensão das Siglas de e-mail e outras que mereçam o mesmo tratamento para metade e que esse conjunto de metades fosse tornado inteligível para os comuns mortais, que, como eu, constituem o povo pagador.

    Julgamos que as economias em tinta, em desgastes nos hardwares dos equipamentos e, ainda, no tempo e paciência gastos pelos funcionários do ministério ao tentarem fazerem-nos perceber pelo telefone o conjunto de quase grunhidos góticos (sem ofensa) que são obrigados a emitir para nos transmitirem o endereço do seu e-mail (experimente o Leitor ler em voz alta o e-mail do ministério e logo verá ao que nos referimos) seriam superiores ou assemelhar-se-iam às economias que o ministério obteve com pescoços e colos meio desnudos de funcionários, salvo erro, no Verão de 2011.

    Fizemos a experiência e a nós os grunhidos gótico-guturais saíram-nos foneticamente como segue:

    relakões ponto publicas arroba esse guê ponto éme á ó tê ponto quê ó vê ponto pê tê

    Poderá também endereçar a sua informação sobre casos que emporcalhem as águas dos nossos rios para a Quercus: quercus@quercus.pt com um endereço de e-mail menos sofisticado mas provavelmente mais funcional e fácil de memorizar.

    Se quiser servir-se dos CTT poderá utilizar:

         Para nos contactar: C. P. 22501 – 1146 Lisboa – PORTUGAL

         Ministério do Ambiente, etc.: Rua de São Domingos à Lapa, 26, 1200-835 Lisboa

         Quercus: Centro Associativo do Calhau, Bairro do Calhau, 1500-045 Lisboa

    Tivemos a precaução de não mencionar números de telefone porque palavras, leva-as o vento, e por ser infalível que, nos ministérios, mais cedo ou mais tarde no circuito, vá ter que preencher um documento formatado por um burocrata,

    É preferível fazê-lo a partir de casa por carta ou através do seu computador, a deslocar-se a um balcão ministerial, onde terá de carregar bem na esferográfica para preencher um documento (original e três cópias, sendo a cópia que fica para si, a última ou a penúltima praticamente ilegível).

    Todas as mensagens enviadas por nosso intermédio serão inseridas cronologicamente num Quadro que será por nós publicado regularmente, com a mini-indicação do problema levantado, data da participação ao organismo respetivo, data da resposta desse organismo e qualidade desta resposta.

    Sentimo-nos, neste momento, particularmente agradados por termos podido transmitir-lhe esta nossa iniciativa que, até ver e na era das Siglas, designaremos por DNCA – Defesa dos Nossos Cursos de Água.

    Associando esta satisfação ao muito respeito que temos por si, repetimos imediata e gratuitamente, o Nascer do Sol no Alto Tejo ( Poveda de la Sierra) e o Pôr-do-Sol também no Alto Tejo ( Zaorejas) com algum frio, mas completamente despoluídas.

    (03577)

    (05988)


    POST-SCRIPTUM


    EM MEADOS DE 2013, APÓS APROXIMADAMENTE DOIS ANOS DE GOVERNAMENTAÇÃO, A MESMA COLIGAÇÃO GOVERNAMENTAL QUE TÃO INSPIRADAMENTE AO TOMAR POSSE CRIOU O

    MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

    (com o E-mail fonéticamente simplificado de: relakões ponto publicas arroba esse guê ponto éme á ó tê ponto quê ó vê ponto pê tê)

    DECIDIU DESARTICULÁ-LO, DIVIDINDO-O AOS BOCADINHOS. ATRIBUINDO CADA FATIA A UM MINISTRO DIFERENTE.

    Trata-se do Método de Governação dito Experimental (GOVERNAMENTAÇÃO EXPERIMENTAL), praticado democraticamente desde há algumas décadas na LUSITÂNIA:

    A gente experimenta, se der, deu, se não der, não deu, que se lixe, pagamos a um Gabinete de Consultores Externos para gizar o futuro do Ministério, que os Gabinetes Técnicos, Funcionários Superiores e Outros do meu Ministério com muitos anos de casa são umas bestas e não percebem nada disto e, no caminho, aproveitamos para tentar convencer o Primeiro-Ministro das vantagens para o País em ficarmos com funções do Ministério do Colega ao lado, ou mesmo com todo o seu Ministério …

    e assim sucessivamente … de crise em crise …

    com o Zé a pagar.

    Já pensou o Leitor, Nauta, Cibernauta, ou aquilo que se considerar, quanto custa ao País este método de GOVERNAMENTAÇÃO EXPERIMENTAL só em custos diretos com Papelada e Remodelações de Gabinetes, já para não falar em tempos de aprendizagem quase imediatamente obsoleta?

    O que nos vale é sermos muito instruídos, tecnologicamente independentes e termos um rendimento per capita dos maiores da Europa, senão do Mundo … abreviando … o que nos vale é sermos muitíssimo ricos, caso contrário não aguentaríamos o esbanjamento sistemático de tantos meios e Euros.

    Que saudades o autor tem do tempo quando não era rico e em que dava ao Arrumador do Carro uma moeda de alpaca mais ou menos prateada de 5 Escudos e este lhe agradecia com um sorriso, quando agora, e quase de um dia para o outro, se lhe dá 100 escudos sob a forma de uma feia moeda de cobre de 50 Cêntimos, recebe de volta uma cara feia, um resmungo, o conjunto dos dois ou um palavrão búlgaro, esloveno, romeno ou mesmo português.

    Depois da diatribe anterior só resta ao autor ter a TRABALHÊRA (expressão Alentejana muito apropriada na presente circunstância) de reciclar todo o material respeitante ao EX-MINISTÉRIO DO AMBIENTE E ETECETERA E ETECETERA, já na convicção que assim que terminar esta dura tarefa muda o Ministério ou mudam os Altos Governantes da Nação …

    …e que, uma ainda não acabada, partimos todos alegremente para outra.

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